Almoxarifado

O material só vira custo da obra quando sai do depósito

Entrada, saída e histórico por obra. Cada entrada refaz o preço médio, e cada saída lança o custo na etapa pelo preço médio daquele dia.

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Almoxarife no depósito da obra registrando no celular a saída de material para uma etapa, sem nenhum preço na tela

Como costuma ser hoje

O saldo da planilha não bate com a prateleira

O pedreiro leva quatro sacos e ninguém anota. A carga que chegou no sábado entra na planilha na terça, com o preço que alguém lembrava. No fim do mês o depósito tem material que a planilha diz que acabou. E a obra parece barata, porque o custo do material ainda está esperando o boleto para existir.

Como funciona

Almoxarifado no ConstruGT, passo a passo.

  1. O material entra

    Pelo recebimento de uma compra aprovada, que gera a entrada sozinho. Ou lançado à mão: a compra de balcão, a carga que veio direto com a nota, a devolução. Com o XML da nota, os itens se preenchem.

  2. O preço médio se refaz na hora

    Custo médio ponderado móvel, calculado por insumo e por obra. Se o saldo estava zerado, o novo preço médio passa a ser o preço da entrada.

  3. O material sai para a frente de serviço

    Quem entrega escolhe a obra, o insumo (a lista mostra só os que têm saldo), a quantidade, a etapa e o destino. O mestre também faz isso, sem ver valor nenhum.

  4. O custo cai na etapa

    Quantidade vezes o preço médio do momento, distribuída pelas etapas conforme a apropriação. É esse número que aparece no custo por etapa da obra.

  5. O histórico guarda a fotografia

    Cada movimento registra o saldo e o preço médio depois dele, com data, responsável e origem. Com isso dá para reconstruir o estoque em qualquer data passada.

Funções

O que dá para fazer, uma função de cada vez.

O estoque é da obra, não da empresa

Cimento no Vale Verde e cimento no Aurora são dois saldos separados, com preços médios separados, porque foram comprados em momentos diferentes.

Preço médio que ninguém digita

Ele sai das entradas e fica guardado com seis casas decimais. Cada material tem um preço só, o que as entradas formaram, e todo mundo sabe qual vale.

Saldo nunca fica negativo

A tela trava antes, e o servidor recusa mostrando a conta exata. Se duas pessoas retiram o mesmo material ao mesmo tempo, a segunda recebe o aviso de que outra saída já consumiu o estoque.

A saída não mexe no preço médio

Ela consome saldo ao preço vigente. Quem altera a média é a entrada, e isso conta na hora de corrigir um erro com um movimento contrário.

Apropriação por etapa fechando 100%

O sistema sugere a etapa mais provável pelo que já foi feito. Você pode dividir entre várias. Se a soma não fechar, nada é gravado: nem a saída, nem a baixa de saldo.

Histórico que não se apaga

Movimentação de estoque não se altera, e o próprio banco recusa qualquer tentativa. Para corrigir um erro, você lança o movimento contrário, que também fica registrado.

O mestre entrega material sem ver custo

Ele registra a saída e aponta a etapa. A legenda com o custo estimado não aparece para ele. A entrada, que pede preço unitário, fica com quem vê valores.

Material e pagamento, cada um no seu lugar

Dar entrada é registrar material. O pagamento é um lançamento à parte, que nasce sozinho quando a compra passou pela aprovação no sistema. Assim o estoque mostra material, e o caixa mostra dinheiro.

Entrada é troca de dinheiro por material. Saída é custo.

É a regra que mais surpreende quem vem da planilha.

Quando o caminhão chega, a construtora ainda não gastou com aquela obra. Ela trocou caixa por material que está no depósito. O compromisso de pagar está em Contas a Pagar, com data e fornecedor. O material está no estoque, com saldo e preço médio. Nenhum dos dois é custo da etapa ainda.

O custo nasce quando o material sai para a frente de serviço: quantidade vezes o preço médio daquele insumo, naquela obra, naquele momento, apropriado à etapa que consumiu. Por isso a saída não pode ser um bilhete no caderno do depósito. Ela é o lançamento de custo mais frequente da obra.

Na prática, a obra deixa de parecer cara no mês em que você comprou muito e barata no mês em que só consumiu o que já tinha. No fim sobra a conta que interessa: quanto material aquela etapa realmente comeu.

Para quem é útil

Quem ganha com isto no dia a dia.

Mestre de obra

Registra a saída na hora em que entrega o material, diz para qual etapa vai e não vê valor em reais em nenhuma tela.

Engenheiro

Lança as entradas avulsas, acompanha o consumo por etapa e sabe o que tem no depósito antes de pedir mais.

Financeiro

Vê quanto dinheiro está parado em material e confia que o custo da obra mostra o consumo, não o boleto.

Dono da construtora

Deixa de descobrir no fim da obra que comprou material a mais e enxerga o valor do estoque de cada canteiro.

Perguntas

O que costumam perguntar sobre almoxarifado.

Como a entrada de material chega ao Contas a Pagar?

Se a compra foi aprovada dentro do ConstruGT, a conta a pagar já nasceu sozinha na aprovação. Se foi compra de balcão, você lança o pagamento em Contas a Pagar. A entrada cuida do estoque, e o financeiro, do dinheiro.

Como corrijo uma movimentação lançada errada?

Lançando o movimento contrário, que também fica registrado. O histórico do estoque é permanente, e o banco recusa qualquer alteração, então nada some sem rastro. Atenção: uma entrada de correção altera o preço médio, então confira o valor unitário.

O mestre de obra vê o custo do que retira?

Não. Ele registra a saída normalmente, mas a linha de custo estimado nem chega ao aparelho dele. Preço médio e valor total também ficam fora da posição de estoque que ele vê.

De onde vem o preço de um insumo?

Das entradas. O bloco de preço médio no cadastro é calculado por elas e fica só de leitura. Se o preço parece errado, alguma entrada foi lançada com valor unitário errado, e o histórico mostra qual.

O que acontece com um insumo que já foi usado e saiu de linha?

Você o inativa. Insumo com movimentação, item de cotação, item de compra ou composição de orçamento é preservado: ele some das seleções novas e o histórico continua inteiro.

Para que serve o estoque mínimo?

Para avisar antes de faltar. O insumo abaixo do mínimo ganha destaque e vai para o topo da lista. A retirada segue livre para não parar a frente de serviço, e a decisão de comprar fica com quem responde por ela.

Dê entrada na próxima carga e veja o custo cair na etapa certa.

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Mattia Consultor virtual do ConstruGT · online

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