Caminho crítico
Qual atraso empurra a entrega e qual o cronograma absorve
O servidor calcula a folga de cada atividade em dias úteis e marca a fila que não tem folga. Atraso nessa fila é atraso da obra. Fora dela, não.
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Como costuma ser hoje
Toda tarefa atrasada parece emergência, e nenhuma vira prioridade
O engenheiro passa a semana correndo atrás do gesseiro, que tem vinte dias de folga. Enquanto isso, a laje, que segura todo o resto, espera uma liberação que ninguém cobrou. Sem saber onde está a folga, a equipe gasta energia no lugar errado, e o atraso só aparece quando já não dá para recuperar.
Como funciona
Caminho crítico no ConstruGT, passo a passo.
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Você informa duração e dependências
É tudo o que você digita. O resto é conta, e quem faz a conta é o servidor.
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O servidor percorre a rede nos dois sentidos
Na ida, descobre o mais cedo que cada atividade pode começar e terminar. Na volta, o mais tarde que ela pode começar sem empurrar a entrega.
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A diferença entre os dois é a folga
Folga alta é atividade que pode esperar. Folga baixa é atividade que não pode. Tudo contado em dias úteis do calendário daquela obra.
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A fila sem folga é o caminho crítico
Ela sai destacada no Gantt, entra nos alertas do painel e aparece na frase pronta "3 serviços críticos atrasados · 12 dias úteis de atraso".
Funções
O que dá para fazer, uma função de cada vez.
A conta é do servidor, não do navegador
O caminho crítico é calculado onde os dados estão. Duas pessoas olhando a mesma obra em máquinas diferentes veem a mesma fila crítica e o mesmo término.
Folga negativa não vira zero
Quando a obra já está atrasada em relação à data contratada, a folga fica negativa e aparece assim. Zerar esse número, o atalho mais comum, esconde justamente o tamanho do problema.
Crítico é sempre a fila mais longa
A atividade crítica é a de menor folga na rede, não a de folga igual a zero. Assim, numa obra toda atrasada, o caminho crítico continua identificado em vez de sumir.
Dias úteis, com feriados e chuvas dentro
Folga e atraso são contados no calendário daquela obra: dias úteis da semana, feriados e as paradas lançadas como exceção. Nunca em dias corridos.
Marcos entram na conta
Uma atividade de duração zero é um ponto de controle, como "alvará liberado" ou "liberação da concessionária", e participa da rede como qualquer outra.
Rede impossível é recusada
Um ciclo de dependências não é salvo, e o sistema devolve os nomes das atividades que formam o ciclo. Um cronograma impossível nunca chega a virar data na tela.
O alerta chega sozinho ao painel
Você não precisa abrir o cronograma para saber que ele piorou. A obra com serviço crítico atrasado aparece no painel, com o clique que leva ao acompanhamento dela.
A folga negativa, e por que ela não é arredondada
Em muita ferramenta de cronograma, a folga nunca fica abaixo de zero. Quando a obra estoura o prazo, o programa trava o número em zero e pinta tudo de “crítico”. A tela fica inteira vermelha e não diz de quantos dias é o buraco.
Aqui a folga é a diferença bruta entre a data mais tarde e a data mais cedo da atividade, e pode ser negativa. Negativa quer dizer que, mesmo começando no primeiro dia possível, essa atividade termina depois do que a entrega contratada permite. O tamanho do número é o tamanho do atraso, em dias úteis do calendário daquela obra.
Isso muda também a definição de “crítico”. Como a folga não é travada em zero, o caminho crítico continua sendo a fila com a menor folga da rede, mesmo que essa folga seja −18. A obra atrasada não perde o caminho crítico. Ela passa a ter um caminho crítico com número negativo, que é o que você precisa saber para decidir onde acelerar.
Não fica isolado
De onde vem e para onde vai
- Cronograma de obras As durações, as quatro ligações e o calendário alimentam o cálculo. Mudou lá, o crítico muda aqui.
- Painel da obra "3 serviços críticos atrasados · 12 dias úteis de atraso" é este cálculo resumido numa linha da tela inicial.
- Avanço físico O que foi apontado no canteiro mostra se a atividade crítica está andando de verdade.
Para quem é útil
Quem ganha com isto no dia a dia.
Engenheiro
Sabe em qual frente vale gastar a energia da semana e qual atraso pode ser absorvido sem mexer no prazo.
Dono da construtora
Fica sabendo do atraso em dias úteis, com nome de serviço, antes de ele virar conversa difícil com o comprador.
Mestre de obra
Vê o cronograma da obra dele em lista no celular e entende o que precisa sair primeiro.
Perguntas
O que costumam perguntar sobre caminho crítico.
O caminho crítico se recalcula sozinho?
Sim. Ele é recalculado sempre que a rede muda: duração, dependência, calendário ou um dia parado lançado pelo diário de obra.
Por que minha atividade crítica tem folga negativa?
Porque, do jeito que o cronograma está hoje, ela já não cabe antes da entrega contratada. O número negativo é o tamanho do estouro em dias úteis, sem arredondar para zero.
Como eu tiro uma atividade do caminho crítico?
Mexendo no que gera o caminho: duração, dependências e calendário. O servidor recalcula na hora. Crítico é resultado do cálculo, não etiqueta, e por isso nunca fica marcado por engano.
O cliente vê o caminho crítico?
Ele vê o que interessa a ele: o portal do cliente mostra o percentual de execução e o término previsto da obra. O cronograma interno e as folgas ficam do lado de dentro.
Planejamento e gestão
Outros recursos que andam junto.
Monte a rede de uma obra e descubra qual atraso importa de verdade.
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