Orçamento de obras

O orçamento aprovado vira uma referência que ninguém reescreve

Etapa, subetapa e serviço em árvore, com o total do pai sempre igual à soma dos filhos. Aprovar congela a base, e mudar depois exige revisão com motivo.

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Orçamento de obra em árvore, com etapas, subetapas e serviços e as colunas Linha de base e Diferença

Como costuma ser hoje

O orçamento que você usa para comparar já não é o que você aprovou

A planilha foi ajustada em março porque o aço subiu, em maio porque o cliente pediu mais um banheiro e em julho porque alguém achou o valor alto demais. Quando a obra termina, ninguém sabe dizer se ela estourou. O número original sumiu, e sobrou só o último arquivo salvo, com nome terminado em "final_v3".

Como funciona

Orçamento de obras no ConstruGT, passo a passo.

  1. Monte a árvore da obra

    Etapas, subetapas e serviços, com código hierárquico dado pelo sistema. O ramo de custos indiretos já nasce junto.

  2. Preencha cada serviço

    Unidade, quantidade e custo unitário. Quando o preço vem de insumo e mão de obra, o custo unitário sai de uma composição, e não de um preço fechado.

  3. Aprove e congele a linha de base

    A aprovação trava o valor de referência da obra. Ela libera o cronograma e o acompanhamento, e não pode ser desfeita.

  4. Depois disso, só por revisão

    Para mudar o orçamento aprovado, abra uma revisão e escreva o motivo. A versão vigente continua valendo até a nova ser aprovada.

Funções

O que dá para fazer, uma função de cada vez.

O pai é sempre a soma dos filhos

Etapa com serviços dentro não recebe preço próprio. O custo dela é calculado a partir dos subitens. Se recebesse, o total da obra contaria o mesmo dinheiro duas vezes.

Aprovar pesa, e o sistema avisa

Antes de aprovar, a tela explica que a linha de base vai ser congelada como ponto de comparação de todas as revisões e que não há volta. Só aprova quem tem o módulo Planejamento.

Revisão com motivo escrito

Abrir revisão pede um motivo de pelo menos dez caracteres, como "reajuste de 14% no CA-50 conforme nota do fornecedor de 12/03". O histórico de versões fica guardado e a linha de base original não muda.

Base e vigente lado a lado

Com a base congelada, a árvore ganha as colunas "Linha de base" e "Diferença", em vermelho quando o valor atual passou do original.

Uma revisão por vez

Com uma revisão aberta na obra, o sistema recusa outra. Duas pessoas revisando o mesmo orçamento em paralelo produziriam dois números e nenhum confiável.

Ninguém salva por cima de ninguém

Se outra pessoa mexeu na mesma linha enquanto você editava, o sistema recusa e pede para recarregar antes de tentar de novo.

Um orçamento, um número

Depois de aprovado, o orçado da obra não pode ser corrigido pela ficha. A tela manda fazer a mudança por uma revisão em Planejamento › Orçamento. A obra nunca tem dois valores oficiais.

Custos indiretos protegidos

O ramo criado pelo sistema não pode ser excluído, movido nem renomeado. É onde o dinheiro que não é serviço continua visível.

Linha de base, versão vigente e revisão: três coisas diferentes

Misturar as três é o que faz uma planilha perder o valor de referência em três meses. No ConstruGT cada uma tem nome e comportamento próprios.

A linha de base é o retrato do orçamento no dia da primeira aprovação. Ela fica congelada e não muda mais, nem quando você aprova uma revisão. É contra ela que o acompanhamento diz se a obra estourou.

A versão vigente é o orçamento que vale hoje. Na primeira aprovação, ela é igual à linha de base. Depois da primeira revisão aprovada, a vigente passa a ser a versão 2, e a base continua sendo a 1.

A revisão é o rascunho aberto sobre a versão vigente. Enquanto ela existe, a vigente continua valendo em todas as telas, e ninguém trabalha com um número ainda em discussão. Abrir a revisão exige escrever o porquê, e esse motivo fica no histórico.

Isso faz diferença na conversa difícil. Quando alguém pergunta por que a obra custou 8% a mais, a resposta deixa de ser opinião. É a lista de revisões, cada uma com data, autor e motivo.

Para quem é útil

Quem ganha com isto no dia a dia.

Dono da construtora

No fim da obra, responde o que a planilha nunca respondeu: estourou em relação a quê, e quando o número mudou.

Engenheiro

Monta, revisa e aprova o orçamento da obra dele, com cada mudança registrada com autor e motivo.

Financeiro

Lê o orçamento aprovado sabendo que o número não muda sem motivo registrado.

Perguntas

O que costumam perguntar sobre orçamento de obras.

Preciso cadastrar tudo do zero para montar o orçamento?

Não. Os insumos entram por arquivo CSV, junto com clientes e fornecedores, e o catálogo já vem com os materiais mais usados em obra cadastrados. Isso adianta a composição dos preços. O caminho que funciona é começar pela próxima obra, em vez de migrar a empresa inteira de uma vez.

Dá para usar o SINAPI no orçamento?

Sim, para quem precisa. Cada serviço pode ser buscado no SINAPI, com o preço de referência ao lado do seu e um aviso quando o seu passa dele. É opcional: quem não usa orça com os próprios preços.

Editei o orçamento aprovado e o campo não aceitou. Por quê?

Porque orçamento aprovado só muda por revisão. Abra uma, com o motivo escrito, e o campo libera. Se desse para mexer no valor aprovado sem deixar rastro, "aprovado" não significaria nada.

Dá para voltar atrás depois de aprovar?

A linha de base não se desfaz. Você abre uma revisão, corrige e aprova a nova versão. A original continua guardada como ponto de comparação, e as duas aparecem no histórico.

Quem pode aprovar?

Quem tem o módulo Planejamento. Nos perfis prontos, são o administrador e o engenheiro. O mestre não vê valores de orçamento.

O total da etapa não bate com a minha conta.

Confira se algum serviço está com a quantidade em branco: sem quantidade, não há total. O total da etapa é sempre a soma exata dos itens abaixo dela.

Monte o orçamento da próxima obra num lugar onde ele não muda sozinho.

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Mattia Consultor virtual do ConstruGT · online

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