Curva S
Previsto, executado e gasto na mesma curva
Três linhas acumuladas desde o primeiro dia e seis indicadores com nome em português, inclusive quanto a obra deve custar quando terminar.
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Como costuma ser hoje
Gastar 60% do orçamento não quer dizer nada sozinho
Sessenta por cento do dinheiro com 70% da obra pronta é ótima notícia. Os mesmos 60% com 35% pronto é prejuízo se formando sem ninguém perceber. A planilha de custo sabe o primeiro número, a conversa de obra sabe o segundo, e os dois nunca são olhados juntos, na mesma data e na mesma escala.
Como funciona
Curva S no ConstruGT, passo a passo.
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A base é o orçamento aprovado com as datas travadas
Sem valor de referência congelado e sem linha de base de prazo, não há com o que comparar. A tela diz isso, em vez de mostrar campos zerados.
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O previsto é distribuído pelo prazo de cada serviço
Cada serviço espalha o próprio valor pelos períodos em que acontece, na proporção dos dias úteis de cada um.
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O executado vem do avanço apontado
O percentual de cada serviço vira reais pelo valor orçado dele. É o que está de pé na obra, medido em dinheiro.
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O custo real vem do que já foi incorrido
Material que saiu do almoxarifado, medições e contas vencidas. As três linhas ficam no mesmo gráfico, por mês ou por semana.
Funções
O que dá para fazer, uma função de cada vez.
Sempre acumulada desde o primeiro dia
As três séries são acumuladas, e é isso que dá à curva o formato de S. Gráfico de barras do mês desenhado como curva S é o erro clássico, e aqui ele não acontece.
A distribuição respeita os dias úteis
O previsto de um serviço não é o valor dividido pelo número de meses. Ele é distribuído na proporção dos dias úteis de cada período, e a soma da série fecha com o orçamento no centavo.
Seis indicadores, com nome em português
Orçamento da linha de base, previsto até hoje, executado até hoje, custo real até hoje, custo estimado no fim da obra e a sobra (ou o estouro) estimada no fim.
A capa fala em reais e em dias
"R$ 48.500,00 acima do previsto no fim da obra." e "12 dias úteis de atraso previstos." SPI e CPI existem, mas ficam em "Detalhes técnicos", para quem quiser.
Vazio em vez de zero falso
Quando não há base para a conta, o indicador fica vazio, nunca 0,00. Uma tela cheia de R$ 0,00 e "−100 p.p." em vermelho faria a obra parecer um desastre que não existe.
Três datas de término, com três nomes
O término da linha de base, o término previsto pelo cronograma de hoje e a previsão pelo ritmo real de execução. São coisas diferentes, por isso cada uma tem o seu rótulo.
Data de corte
Você pode ver a obra como estava em 31/08, com o aviso na tela de que os valores são daquela data. Serve para a reunião que discute o mês passado.
O que falta, em vez de sete zeros
Enquanto o planejamento não está completo, a tela mostra os quatro passos que faltam (montar, aprovar, travar as datas, apontar avanço) e resolve dois deles ali mesmo.
Por que a curva é acumulada, e por que isso muda a leitura
Muita planilha de acompanhamento desenha o gasto de cada mês e chama aquilo de curva S. Não é. O gráfico mês a mês sobe e desce conforme a obra tem um mês cheio ou uma parada de chuva, e não responde à única pergunta que interessa: estamos adiantados ou atrasados em relação ao plano, hoje?
As três séries do ConstruGT são acumuladas desde o primeiro dia da obra. Assim o gráfico se lê pela distância vertical. A distância entre o previsto e o executado é o atraso físico em reais. A distância entre o executado e o custo real é o dinheiro gasto acima (ou abaixo) do que aquilo vale.
O segundo detalhe aparece menos e importa tanto quanto. O valor previsto de cada serviço é distribuído pelos períodos na proporção dos dias úteis que ele ocupa em cada um, e não pelo número de meses. Um serviço que começa no dia 25 não carrega o mês inteiro de janeiro. E a soma de toda a série prevista fecha com o orçamento aprovado no centavo: a sobra da divisão vai para o maior resto, em vez de virar uma diferença de alguns reais que ninguém sabe explicar.
Não fica isolado
A curva é consequência, não digitação
Ninguém informa ponto nenhum do gráfico. Todos vêm de coisas já feitas em outras telas.
- Orçamento de obras O valor aprovado e congelado é o total que a curva prevista precisa alcançar no fim.
- Cronograma de obras As datas de cada serviço dizem em qual mês o previsto entra.
- Avanço físico A linha do executado é o avanço apontado, convertido em reais pelo valor orçado de cada serviço.
- Painel da obra O estouro estimado da obra vira alerta na tela inicial, com a frase pronta e o valor.
Para quem é útil
Quem ganha com isto no dia a dia.
Dono da construtora
Descobre em setembro que a obra vai estourar em março, quando ainda dá tempo de agir.
Engenheiro
Vê se a obra está andando mais devagar do que devia antes de a data contratual cobrar isso dele.
Financeiro
Compara o que saiu do caixa com o que está de pé no canteiro, sem montar planilha no fim do mês.
Perguntas
O que costumam perguntar sobre curva S.
Preciso de cronograma para ter curva S?
Sim. O previsto precisa saber em que mês cada serviço acontece, e isso vem do cronograma. Sem orçamento aprovado e datas travadas, a tela mostra o que falta em vez de números inventados.
E se ninguém apontou avanço ainda?
A linha do executado some do gráfico e a tela diz "Nenhum avanço apontado ainda", com o botão para apontar. Ela não é desenhada em zero, porque zero seria uma afirmação falsa.
Posso ver por semana em vez de por mês?
Sim, a curva tem as duas opções. O padrão é mensal.
O investidor enxerga a curva S da obra?
Sim. O portal do investidor mostra a curva S da obra em que ele tem participação, junto com o fluxo de caixa e a DRE resumida dela.
O mestre de obra vê esses números?
Não. A tela de acompanhamento não aparece para quem não vê valores, como o mestre no padrão do perfil dele. Quem chega por um link encontra o atalho para o diário de obra no lugar.
Isso é EVA / valor agregado?
É. Os indicadores são de valor agregado, mas aparecem na capa com nome em português. SPI, CPI e a cobertura do cálculo ficam em "Detalhes técnicos", para quem trabalha com as siglas.
Planejamento e gestão
Outros recursos que andam junto.
Veja a curva S de uma obra sua com dados reais, não com um exemplo de catálogo.
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